Na Ilha Brasileira, ONG recupera trilhas que levam a lugares históricos e recantos ambientais



 

Uma expedição ambiental




Janeiro de 2000 - Militantes da ONG Atelier Saladero fazem uma expedição ambiental pela Ilha Brasileira. Descobriram um belo santuário ecológico até então pouco conhecido. A partir desse ano, a ONG realiza projetos ambientais visando divulgar o ecossistema e preservar os recursos naturais da ilha.

 



Belezas naturais e exuberância de fauna e flora na Ilha Brasileira: poucos conhecem a poesia que envolve o mundo do pescador na Ilha Brasileira: é a alegria de viver na imensidão das àguas e no ar puro das matas. Uma população ribeirinha composta de 40 famílias tem na pesca a sua principal fonte de proteínas e de renda. A maioria dessas famílias possuem acampamento pesqueiro.

Peixes da região: Piava, Pati, Dourado, Pacú, Armado, Palometa, Traira, Grumatã, Manduví, Surubim, Linguado, Manguruju, Jundiá, Bagre, Vóga, Pintado, Carpa, Cascudo, Joaninha, Viola

 

A pesca esportiva do Dourado nos rios da Tríplice Fronteira




O "Caso da Ilha Brasileira"




Um execelente estudo intitulado "O Caso da Ilha Brasileira" de autoria do Coronel Wilson Ruy Mozzato Krukoski encontra-se na página Fronteiras e Limites do Brasil da Segunda Comissão Brasileira Demarcadora de Limites, do Ministério das Relações Exteriores.

 

Fronteiras e Limites do Brasil

 

O Capincho na ilha

 

 

Capincho na barranca! Na Ilha Brasileira você pode avistar o Capincho (capivara), o maior roedor vegetariano do mundo. É nativo das Américas do Sul e Central. Seu habitat natural é ao redor de rios e lagos. O melhor lugar são as várzeas e áreas alagadas. Adultas, as capivaras chegam a 80 quilos. No Rio Grande do Sul, esses animais são chamados de "capincho"..

Uma das faculdades da capivara é a sua capacidade de permanecer submersa na água para se defender de predadores..

 

 

Recomendações de como realizar as trilhas pela Ilha Brasileira

 

 

Venha passear de barco pelos Rios Quaraí e Uruguai, conhecer a Ilha Brasileira, realizar trilhas, conhecer a casa do Seu Zeca e os Marcos de Fronteira, a Ilha Argentina e o Parque Rincón de Franquia (Uruguai), venha conhecer a Tríplice Fronteira mais austral do Mundo!

 



ONG Atelier Saladero

Algumas pessoas perguntam por que o símbolo da ONG é um olho...

Esse olho significa a diferença entre ver e enxergar. Ver é olhar. Enxergar é entender.

 

* Quem culpa ou julga alguém por um erro: vê, mas aquele que compreende que todos erramos: enxerga.

* Quem constrói presídios para punir criminosos: vê, mas aquele que constrói escolas para educar: enxerga.

* Quem discursa sobre problemas ambientais: vê, mas quem organiza voluntários para reflorestar a terra: enxerga.
* Quem gosta de ruínas antigas: vê, mas quem trabalha para resgatar a história de uma comunidade, enxerga.

* Quem ensina o filho através de normas e regras: vê, mas aquele que dá o exemplo: enxerga.

 

Não se contente em ver, comece a enxergar.

 

 

 

 

  • O marco da Ilha Brasileira


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    Ilha Brasileira, santuário ecológico na Tríplice Fronteira


    A grandeza da paisagem é digna de um cartão postal. À medida que o barco avança pelo caudal das águas, nota-se a imensidão imponente dos maiores rios da Tríplice Fronteira - Merinay, Quaraí e Uruguai -- que se encontram e se expandem até à linha do horizonte recortando a silhueta da Ilha Brasileira.

     

    A Ilha Brasileira está localizada na foz do rio Uruguai, entre os municípios de Barra do Quaraí (Brasil), Bella Unión (Uruguai) e Monte Caseros (Argentina).



    Do ponto de vista geográfico, a Ilha Brasileira é o último pedaço de chão gaúcho, a oeste. É o pôr-do-sol do Rio Grande.

     

    É também o símbolo da integração cultural e ambiental das populações brasileiras, uruguaias e argentinas que convivem na região e buscam sempre mecanismos de proteger e preservar o importante potencial ecológico destas terras.

     

    Segundo uma antiga medição do Exército Brasileiro, a ilha possui 200 hectares, sendo que, na atualidade, vem sofrendo enormemente a ação dos agentes erosivos naturais e dos excessos cometidos pela ação humana, prejudicial sob todos os aspectos.

     

    Este comentário vale em razão da represa de Salto Grande que provoca, periodicamete, uma elevação sensível no nível das águas dos rios da região.

     

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    Esta Ilha, localizada em região trinacional, na confluência de três rios importantes (Uruguai, Quaraí e Merinay) foi, em outras épocas, disputada pelos Estados do Prata, devido à sua importância estratégica, pois, uma vez dominada, funcionaria como uma espécie de Posto de Abastecimentos ou de apoio logístico para as embarcações comerciais e militares em trânsito pelo rio Uruguai.

     


    "Navegamos pelas águas que dividem três países. No trajeto, avistamos pequenas ilhas cheias de pássaros, contemplamos o vôo da garça branca e os bandos de capinchos nas barrancas. Ao chegar na Ilha Brasileira, exploramos trilhas, descobrimos lagoas escondidas, conhecemos a vida natural do grande santuário" (ONG Atelier Saladero - Diário de Bordo - 2002).

     





    Inventário sobre a flora e a fauna da Ilha Brasileira



    Com o objetivo de realizar um levantamento sobre as características de flora e fauna nativas da Ilha Brasileira, a ONG Atelier Saladero vem promovendo visitas periódicas com professores, biólogos e ambientalistas.


    Em abril de 2018, professores da UNIPAMPA, do curso Ciências da Natureza, realizaram um roteiro pelas trilhas da Ilha, casa do seu Zeca, Marco Imperial, praias argentinas e o Parque Rincón de Franquia (Uruguai). Estes ambientes figuram na idéia do propeto "Corredor Biológico Trinacional" proposto pelo Movimento Transfronteiriço de ONGs a entidades e governos dos três países (Brasil, Uruguai e Argentina).

     

    Entre os professores presentes, Ailton Dinardi, Francisco Galvani e Nestor Bohdan, relacionaram diversas atividades e estudos que poderiam ser feitos na ilha, envolvendo instituições de ensino com vistas a promover a Educação Ambiental.

    ONG realiza catálogo de árvores nativas na ilha


     


    No dia 30/10/2005, a ONG Atelier Saladero conversa com antigos moradores locais sobre seus anos de "vivência pelas matas". Foram mais de 100 árvores catalogadas. Segue abaixo algumas delas com comentários feitos por antigos lenhadores:

     

    * Açoita Cavalo - "Árvore sombrosa, madeira resistente, serve para fazer cabo de machado, cabos de ferramentas, enxadas, pás, é muito boa".

     

    * Camboatá - "Madeira simples da fronteira, brota na encosta dos rios, serve para lenha e dá um fruto que alimenta o peixe."

     

    * Tarumã de Espinho - "É uma árvore muito dura, conhecida também como Sombra de Touro; seu fruto é alimento para os peixes e outros animais."

     

    * Talera (Espora de Galo) - "Fruta miudinha e saborosa; a gente come bastante; boa para o peixe. A ramagem dela muito enrredada".

     


    * Mata Olho - "Essa árvore tem uma fruta que o peixe gosta muito; serve até para fazer isca; quando está bem madura tem o tamanho de um figo, tem cheiro forte. Chama Mata Olho porque a lenha faz uma fumaça ardida."

     

    * Ingá - "Dá nas encostas, o fruto é uma vagem. O madeiro do Ingá é muito fraco, leve, por pouca coisa o Ingá cai porque tem pouca segurança, mas brota muito pelas encostas".


    * Sangue de Grau - "Árvore comum, não se aproveita a madeira, nem sequer para lenha, porque é leve, flutua com faciliade na água. É árvore bonita, delgada, clara, comprida"


    * Marmeleiro - "De tronco vigoroso e alto é boa árvore. A gente não pode cortar a árvore verde, mas quando está no chão, caída, a do Marmeleiro é boa para o fogo, para fazer carvão".

     

     

    LÁ NA ILHA BRASILEIRA!

     

    Veadinho fotografado na Ilha Brasileira por estudantes na última ação de limpeza do Marco Imperial (dezembro/2016).

     

     

    * "É um belo animal, não é raro ver esta espécie na região. São nativos e nadam muito bem" (Francisco Valls).

     

    * "Rezo apenas para que viva a embelezar ainda mais esse ecossistema, simbolizando a riquezade nossa biodiversidade. Não esqueçamos que em 2009 um incêndio criminoso devastou 40% da ilha provado por caçadores...(Cleonice Bandeira da Silva).

     

     

     

    • Comentário:


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    Há 160 anos, o Comandante das forças farroupilhas, David Canabarro, escrevia em defesa da Ilha Brasileira



    "El Barón de Caçapava comunica la intención de los orientales de ocupar dos islas cuya situación indica".

    "Bagé, 29 de março de 1857

    "Ilmo. Exmo. Sr. - Pelo Coronel David Canabarro, Comandante da 3ª Brigada de Fronteira de Quarahim, fui informado que os orientais têm pretendido apossar-se de uma ilha de meia légua de comprido que existe no Rio Quarahim em frente a foz do Arroio Catalan, bem como de outra mais pequena abaixo do Passo do Baptista, ao que ele se tem oposto.

    "Vou responder-lhe diretamente recomendando-lhe que não consista nessa ocupação, tanto pelos orientais, como pelos nossos, enquanto os governos se não entenderem a este respeito. O que só poderá ser depois que a Comissão Imperial apresentar a planta dessas ilhas, em relação exata com as suas margens.

    "Mas, simples recomendações não são ordens e V. Excia., se assim o entender, poderá expedir as que forem convenientes.

    "Deus guarde a V. Excia!

    "Bagé, 29 de março de 1857

    Ao Ilmo. Exmo. Sr. Patrício Corrêa da Camara. Vice-Presidente desta Província. O Marechal de Exército Barão de Caçapava.

    (Conforme o Secretário interino do Governo, João Capistrano de Miranda Castro)

    * Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, Coleção Rio Branco



    O Marco Imperial da Ilha Brasileira foi construído na época da monarquia





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