Sangue de Boi
(Pyrocephalus rubinus)
Azulinho
(Cyanoloxia glaucocaerulea)
Martim-Pescador
Chloroceryle americana
Trinca-ferro
(Saltator similis)
Sabiá do Banhado
(Embernagra platensis)
Cardeal
(Paroaria coronata)
Caracará
(Caracara plancus)
Marreca de Coleira
(Callonetta leucophrys)
Falcão de coleira
(Falco femoralis)
Bacurau tesoura
(Hydropsalis torquata)
Marreca Cricri
(Anas versicolor)
Carão
(Aramus guarauna)
Crispim
(Tapera naevia)
Arapaçu platino
(Drymornis bridgesii)
 
 
São mais de 185 espécies de aves já catalogadas no Parque Estadual do Espinilho. Treze delas estão ameaçadas de extinção. No local elas ficam protegidas. Elas emprestam o canto e a beleza para completar o espetáculo de preservação no parque.

 

Parque Estadual do Espinilho: uma Unidade de Preservação abandonada?


 

O Parque Estadual do Espinilho foi criado em 1975. À época, o espaço tinha 276 hectares. A área foi amplicada em 2002 e ocupa agora 1.617.14 hectares abrigando uma formação vegetal singular: a savana estépica, além de formações de matas ciliares que servem de refúgio para várias espécies.
O local apresenta diversos animais e plantas, muitos deles restritos à essa região, como é o caso do cardeal amarelo. O ecossistema não tem ocorrência em nenhuma outra área do Brasil. O parque mantém espécies endêmicas e vulneráveis. É um habitat signficativo para espécies migratórias.
Essa unidade de conservação abriga um trecho do Arroio Quaraí-Chico que desemboca no Rio Uruguai. No campo predominam três espécies de epinilho (árvore que empresta o nome ao parque e é típioca da região). .
Já os formigueiros gigantes, com formigas típicas do Pantanal, da espécie cortadeira "Atha wollenweideri" podem ser ali observados. Além de pássaros, quem visitar o parque poderá se deparar com gato-do-mato, gato-palheiro, pumas, jacarés, veado campeiro, veado mateiro, lobos-guará e emas..


"O Parque do Espinilho está abandonado há 39 anos..."

 

A afirmação é de Antonio CEzar Benites Soares, formado em História pela PUCRS - Uruguaiana.

No dia 18 de agosto de 2008, o então acadêmico Antonio Cezar Benites Soares defendeu tese para a banca do Curso de História na PUCRS- Uruguaiana. O título do seu trabalho: "Parque Estadual do Espinilho, uma Unidade de Preservação Abandonada".

O projeto científico de Cezar Benites teve por objetivo analisar as causas da não implatação efetiva do Parque do Espinilho e o seu abandono pelas autoridades competentes.

"O Parque foi criado com o objetivo claro de preservar o ecossistema da região, porém, o que se vê é o contrário", comenta o historiador.

Segudo ele, por falta de estrutura física e de fiscaçlização, presencia-se um verdadeiro descaso ecológico. A falta de infra-estrutura não permite a visitação pública, somente algumas pessoas com finalidades científicas têm acesso para entrar e elaborar pesquisas. Tais pesquisas sequer permanecem no Parque em acervo para consulta da comunidade local.

"Se o Parque fosse aberto ao público haveria maior interesse e consciência ecológica na preservação ambiental", afirma.

 

Leia o trabalho: Uma Unidade de Preservação Abandonada

 

O Biólogo Francisco Valls, que já foi gestor do Parque do Espinilho, destaca que existem várias razões pelas quais o Parque ainda não pode ser aberto ao público, entre as quais, "as trilhas que não foram demarcadas, as torres de fiscalização e visualização que não foram construídas, os pranchões sobre os formigueiros -- para as pessoas caminharem sem afetar a biodiversidade local". O biólogo comenta que, infelizmente, não há uma política implantada no Parque para estar aberto ao público neste momento (Folha Barrense, 15/02/2011).


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As cinco espécies arbóreas componentes da vegetação do Parque do Espinilho são descritas quanto a seus principais aspectos morfológicos, apresentando-se, também, consideraçõe sobre a dispersão geográfica, usos e efeitos estético das mesmas. O Parque do Espinilho é carcterizado pela associação das "Prosopis Algarobilla" (Inhanduvá) "Prosopis Nigra" (Algarrobo) "Acácia Caven" (Espinilho) "Parkinsonia Aculeata" (Cina-Cina) e "Aspidosperma" (Quebracho-Branco).


O Cardeal Amarelo, uma ave rara e em extinção, é uma das atrações do Parque

 



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